Turnaround da Inepar continua

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Categoria: Inepar
Criado em Quarta, 28 Agosto 2013 Escrito por Lucas Amorim

Fonte: Renato Nahas do fórum Laksantana

Boa noite amigos,

Acompanho a Inepar desde o início de 2012. Ultimamente bem pouco. Mas sempre olho o ITR. Vai que a empresa finalmente conclua o seu turnaround ... Aliás, gostei muito do comentário de um colega do Fórum ADVFN que disse que Inepar é como Big Mag: o pão é bom, o queijo e hambúrguer idem; mas tudo junto dá um sanduiche bem ruinzinho.



Isento das paixões que contamina as discussões em Fórums, segue minha impressão do resultado do 2T que gostaria de compartilhar com os amigos.

A Carteira de pedidos se manteve estável, mas ainda não contemplo o contrato coma CPTM. Há várias formas de ler isso. Minha leitura é que a carteira está caindo (era 4,5bi em dez/11, 4,2 bi em mar/13). Numa empresa saudável essa redução da carteira deveria estar aparecendo na última linha e no caixa. Vamos ver se conseguimos constatar isso.

No semestre, a Inepar conseguiu um bom crescimento da ROL (23%), mas seus custos subiram juntos (22%). A Margem Bruta, porém subiu 29%. A explicação está numa redução de impostos e deduções (o que será isso? Se a empresa fizesse teleconferência, essa seria minha primeira pergunta)

Crescer a Margem Bruta em 29% proporcionalmente é bom. Mas uma empresa como a Inepar é pouco. Depois de pagar seus custos e impostos indiretos, restaram R$ 95 MM no semestre para pagar despesas operacionais, juros, impostos diretos, etc. E infelizmente R$ 95 ´MM é pouco

É pouco porque as despesas operacionais são R$ 75 MM. E aqui cabe um parênteses. Pela primeira vez desde que acompanho a empresa, ela foi capaz de reduzir suas despesas operacionais. E isso tudo num cenário inflacionário bravo, como estamos vivendo. É bom, mas precisa continuar diminuindo.

Depois das despesas operacionais, sobram R$ 20 MM. E aí vem o resultado financeiro negativo em 100 MM e avermelha tudo.

Dito tudo isso, minha conclusão sobre o operacional foi que melhorou (crescimento da margem bruta de 29% é muito bom!), mas apesar de ter conseguido diminuir as despesas, ainda assim, a empresa não consegue gerar um ebtida suficente para fazer frente ao enorme endividamento. E o turnaround só vai de fato acontecer, quando a margem Ebtida girar em torno de 15% para cima. Nesse patamar atual de 5,8% não dá. Em poucas palavras, as margens da empresa são muito baixas e o que é pior, declinantes ao longo do tempo. 

E como sair disso? Uma gestão profissional faria um profundo exercício de revenue management, um pente fino na margem de todos contratos e segmentos de atuação. 5,8% é uma média. Deve ter muita coisa com margem acima disso e outras bem abaixo. Eu desconfio que a conclusão seria focar a companhia nos seus segmentos de maior rentabilidade e abrir mão do que não dá retorno. Mas isso é só um palpite.

E desconfio (por não ter paciência de olhar melhor os números e porque a porra da empresa não facilita, mostrando as informações de forma mais clara), que o Ebtida também foi fortemente pressionado por investimentos de capital de giro (Clientes, Estoques) fruto do crescimento da carteira e pela empresa ter um ciclo operacional longo, que demanda working capital.
Enfim, conclusão óbvia. A empresa, apesar de ser grande, trabalha com margens apertadíssimas e que exigem pesados investimentos em working capital. Por isso sobram só 34 MM no Ebtida de todo um semestre de trabalho.

Esse é o lado operacional. Vamos dar uma olhada na dívida e situação do caixa.

O ativo circulante continua pressionando. O caixa de caiu de 75 MM (31dez12) para 52 MM. Clientes subiu bem (281 MM VS 237 em dez/12), bem como estoques (239 vs 227MM). E isso sangra o caixa operacional da empresa.

Também o passivo circulante assistiu uma pressão, e nesse caso bem maior. A dívida de curtíssimo prazo subiu de 766 MM em dez/12 para 892 MM em jun/13. 
Isso aqui é o dado mais preocupante do ITR. A dívida de curto prazo continua crescendo forte. CRI e a venda da BricLog entrarão para tapar buraco e não para reduzir endividamento. A Inepar continua queimando caixa consistentemente !

Paro por aqui. Não sem antes concluir que é muto difícil apostar numa empresa que gera uma Margem de Contribuição (Receita (-) CPV (-) despesas operacionais) de R$ 20 MM num semestre e deve R$ 1,5 Bi.

O turnaround continua no gerúndio. Tem muito chão pela frente.

Um grande abraço a todos.




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grupoebm (09.10.2013 (05:44:58))
Yes No noticia fresquinha,iesa projets em araraquara entra em greve hj,trabalhadore s pedem o deposito dos 23 meses de fgts atrasado,ferias nao pagas,probem atrasado,rescis ões nao pagas aos trabalhadores,h j havera uma votação para ver se entram em greve ou se
a empresa se manifesta,pois na reuniao de ontem o presidente da iesa rejeitou a proposta do sind de um abono de 1 mil reais para os trab,ou mais 10 por cento de dissidio,e um prazo pra acertar o fgts o sind,acusa a empresa de ma gestao,aonde vai parar essa empresa.

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